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04/05/2007

Economia de comunhão

Realizou-se entre os dias 29 de abril e 01 de maio, na cidade de Vargem Grande Paulista, o XV Congresso Nacional de Economia de Comunhão, contando com a presença de centenas de pessoas de todo o Brasil e, ainda, alguns congressistas procedentes de outros países, especialmente da América Latina. 

A Economia de Comunhão, em linhas gerais, é um projeto que envolve empresas dos cinco continentes, em que os empresários que livremente aderem ao projeto decidem colocar em comunhão os lucros da empresa com três finalidades básicas de igual relevância, a saber: ajudar as pessoas em dificuldade financeira, criando novos postos de trabalho e ajudando a suprir suas necessidades elementares; fomentar uma autêntica “cultura do dar”, estimulando a prática da partilha e, ainda, busca desenvolver a empresa, que deve ser eficiente e permanecer aberta a esse novo modo de compreensão da atividade econômica.

A inspiração inicial desse projeto nasceu dentro da espiritualidade de comunhão, idealizada por Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, cujo grande carisma é a busca pela Unidade. Com efeito, um dos eixos centrais da proposta da Economia de Comunhão é aplicar à sociedade civil a busca pela solidariedade e fomentar a cultura do dar como fator de transformação do paradigma econômico e, também, admirar os pobres como um valor precioso e não apenas como um problema.

O Congresso foi, portanto, um momento privilegiado para que todos pudessem se aprofundar ainda mais no estudo desse novo modo de compreender a atividade empresarial, tanto no campo teórico, como nos aspectos mais práticos. Nesse sentido, eminentes professores vindos da Itália, como o Engenheiro Alberto Ferrucci, de Gênova, e o professor Luigino Bruni, de Milão, ofereceram importantes contribuições para o estudo do tema. De outra parte, não faltaram depoimentos e experiências de empresários, funcionários e acadêmicos que se dedicam ao tema, aumentando sobremaneira a troca de experiências.

O tema é, sem dúvida alguma, amplo, de vanguarda e comporta uma abordagem multidisciplinar. Apenas para examiná-lo pela ótica jurídica, à luz do direito brasileiro, muitas são as relações que encontramos com princípios previstos em nossa Constituição, como por exemplo a dignidade da pessoa humana, a função social da empresa, os princípios que regem a ordem econômica, orientada para a responsabilidade social empresarial.

Preocupado com o tema, e com o objetivo de difundir essa nova concepção da atividade empresarial, que transcende o mero aspecto econômico e alcança outros âmbitos, como a cultura, as relações humanas, a função social da empresa, ACADEMUS quer abrir cada vez mais espaço para o tema e passará a dedicar , uma nova seção para o tema, aberta aos colaboradores.

Para saber mais a respeito do tema, clique aquihttp://www.edc-online.org/
 

Autor(es)

Editorial Academus