Artigos

09/02/2007

O presidencialismo monárquico

Há críticas generalizadas quanto ao modo pelo qual o Presidente Lula compõe o seu novo governo, tentando somar ao seu lado um determinado número de partidos para organizar a maioria parlamentar. Juscelino, Jânio, Jango, Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Figueiredo, Sarney e Fernando Henrique deram vivo testemunho das dificuldades que encontraram para cumprir a tarefa. Uns mais. Outros menos. Mas todos tiveram que manejar instrumentos terríveis como renúncia, golpe de estado, cassações e prisões de parlamentares e de juízes, chegando até mesmo à compra de votos no processo de reeleição de Fernando Henrique.

O Presidente Lula tenta compor uma maioria segundo a representação partidária saída das urnas. Para tanto negocia. E por isso recebe críticas de todo lado, especialmente da imprensa, não sendo excluída nem mesmo as mais dignas autoridades eclesiásticas.

O presidencialismo é uma monarquia temporária. Reflete um governo no qual o seu chefe pode quase tudo, até mesmo legislar no Brasil de todas as ditaduras e da democracia nascida em 1988.

Esse texto contém anexo


Autor(es)

Sérgio Roxo da Fonseca