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05/03/2003

Razão e Fé: História de um Divórcio

Em síntese: Começa no século XIII, com Sigero de Brabante, a ruptura entre razão e fé. Acentua-se fortemente nos escritos de Martinho Lutero (século XVI) e chega aos nossos dias na teoria da demitização de Rudolf Bultmann. Tal ruptura pode e deve ser superada, como demonstra a encíclica “Fé e Razão” de João Paulo II.

O Papa João Paulo II, em sua encíclica “Fé e Razão” reafirmou a harmonia existente entre estes dois pólos do conhecimento. Procurou assim reatar as boas relações fragilizadas por uma série de rupturas ocorrentes através dos séculos e, cá e lá, ainda em nossos dias. Um fato colhido na imprensa contemporânea evidencia a importância do assunto:

«SÃO PAULO - O grupo de evangélicos preso domingo em Paulínia, no interior de São Paulo, após invadir a cemitério municipal e profanar o túmulo de uma criança, foi posto em liberdade anteontem à noite.

Desesperados com a morte da filha Nicole, de 1 ano e 6 meses, os pais da menina - liderados por um pastor e acompanhados por membros da Assembléia de Deus - desenterraram o corpo da criança, sepultada há quatro dias, e tentaram ressuscitá-Ia com orações.

A polícia foi chamada pelo vigia do cemitério. Vinte invasores foram detidos e levados para a delegacia. Dez deles, incluindo os pais da menina e o pastor, ficaram presos.

Os acusados vão agora responder por danos ao patrimônio, violação de sepultura e vilipêndio a cadáveres» (Jornal do Brasil 15/05/02, p. 6).

Eis um caso típico de fé desligada da razão e, por isto, desorientada.

A fim de ilustrar a problemática assim emergente, importa percorrer a história das rupturas registradas através dos séculos. (continua)

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