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19/06/2013

Ética e Cinema. Breves ensaios – Parte 1

No último dia 08 de abril, faleceu uma das maiores estadistas que o mundo já conheceu, Margaret Thatcher, conhecida como “Dama de Ferro”, muito em razão do modo severo e centralizador com que exerceu, por onze anos e meio, a cobiçada função de Chefe de Governo do Reino Unido.

Há alguns anos, lançaram um filme a respeito da vida desta Estadista, cujo papel principal foi interpretado por Meryl Streep que, inclusive, recebeu um Oscar por sua atuação. Numa das passagens deste filme, ouve-se o seguinte diálogo, por ocasião da visita da já senil Tatcher ao psiquiatra:

- Pergunte o que estou pensado (e não o que estou sentido) – disse Tatcher.

- No que a senhora está pensando? – perguntou o psiquiatra.

- Cuidado com seus pensamentos, podem se tornar palavras; cuidado com suas palavras, podem se tornar ações; cuidado com suas ações, podem se tornar hábitos; cuidado com seus hábitos, podem se tornar seu caráter; cuidado com seu caráter, pode se tornar seu destino – e, finalmente arremata a ex-primeira-ministra britânica – Nós somos o que pensamos.”

Este diálogo é precioso quando o analisamos sob a perspectiva das lições de ética, ramo da filosofia prática que se ocupa em estudar justamente quais são os pensamentos que determinam a ação livre dos homens.

Esse texto contém anexo


Autor(es)

Wallace Magri
Advogado e consultor jurídico. Sócio do escritório Lavítola, Siqueira e Reina sociedade de advogados. Doutor e Mestre em semiótica e linguística geral pela FFLCH/USP. Professor de graduação e pós-graduação nas seguintes instituições: Faculdades Metropolitanas Unidas. Vasta experiência como professor dos maiores cursos preparatórios para o exame de ordem no Brasil e das Videoaulas OAB Editora Saraiva. É autor de diversas obras jurídicas e de linguística, preparatórias para concursos e exame de Ordem, pela Editora Saraiva.