Entrevistas

16/06/2018

"Pode ser um perigo dirigentes profissionais"

Ele queria ser jornalista, mas seguiu os conselhos dos mais velhos e optou por Direito. Além disso, na década de 70 o País vivia sob um regime militar e o jornalismo, além de ser uma das profissões mais censuradas, não exigia diploma. Apesar da relutância, no curso da Fundação Instituto de Ensino para Osasco (UniFIEO), descobriu a “vocação” para Advocacia, embora continue gostando de escrever e se realize com os livros e artigos que produz.

O que Domingos Sávio Zainaghi iria descobrir um pouco mais tarde é a necessidade de estudar sempre. Fez mestrado e doutorado na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e pós-doutorado na Universidade de Castilla, em La Mancha, Espanha. Depois, passou a lecionar. E foi em uma palestra sobre Direito Trabalhista, matéria em que se especializou, que conheceu Diana, advogada, esposa e sócia no escritório. Casou-se aos 37 anos. “Casei-me adolescente. Pensava em casar só depois dos 40”, lembra.

Desde a tese de doutorado Zainaghi dedicou-se ao Direito Trabalhista Desportivo e não nega uma forte preferência pelo futebol. “Meu pai sempre foi um apaixonado por futebol e minha mãe não perde nenhum jogo. Aos 16 anos fundei a primeira torcida uniformizada do Corinthians, a “Mosqueteiros do Timão”. Chegou a ter quase mil sócios”, revela. “Não existe emoção maior do que ir assistir a uma partida no estádio”, conta ao confessar que a primeira coisa que faz quando viaja é conhecer o estádio de futebol local.

Justamente por ser brasileiro, foi nomeado presidente do Instituto Iberoamericano de Derecho Desportivo. “Eles acharam que seria interessante ter um brasileiro como presidente para dar força à instituição”, diz.

O intrigante é que, apesar de apaixonado por futebol, tem como hobby jogar tênis. “Já joguei muito futebol de salão e agora dedico-me ao tênis, que é um esporte maravilhoso”, explica. Zainaghi é também um admirador de cinema. Quando criança adorava freqüentar as matinês e hoje coleciona vários títulos em DVD’s. “Tenho desde os clássicos até os filmes mais recentes”, orgulha-se.

Aos 45 anos, divide-se entre aulas e palestras que ministra no Brasil e no exterior, além de comandar o escritório Domingos Sávio Zainaghi Advogados Associados, onde faz questão de advogar. Leia abaixo a entrevista concedida ao jornal “Tribuna do Direito”.


Jornal Tribuna do Direito, agosto de 2004, n. 112, pp. 1-4

Autor(es)

Domingos Sávio Zainaghi